Conferência Nacional Sustentabilidade Brasil 2026

25 de junho a 28 de outubro de 2026
25 jun ES Abertura de Grupos de Trabalho
Os 4 Grupos de Trabalho
GT1 — Financiamento de Projetos de Povos Tradicionais
Trilha: Financiamento e Carbono

Comunidades indígenas e quilombolas têm projetos produtivos e ambientais bem estruturados. O que falta, na maioria dos casos, são instrumentos financeiros adaptados às suas formas de organização, garantia e prazos. Com a participação do Bandes e de representantes do Fundo Soberano do ES, este GT trabalha para construir propostas piloto, reunindo lideranças indígenas e quilombolas, especialistas em direito de povos tradicionais e profissionais de crédito social produtivo.

GT2 — Carbono Azul e Projetos Bancáveis em Manguezais
Trilha: Biomas como Infraestrutura Climática

Os manguezais capixabas podem gerar créditos de carbono azul com base científica sólida e viabilidade financeira comprovada. Este GT constrói um pipeline para isso: metodologia de mensuração adequada ao bioma, mapeamento de áreas prioritárias, projeção financeira e estrutura de governança com participação das comunidades locais.

GT3 — Indústria, Agroecologia e Descarbonização da Cadeia Produtiva
Trilha: Financiamento e Carbono

Mapear e estruturar arranjos concretos de economia circular entre indústria e agro, nos quais subprodutos industriais se tornam insumos agrícolas de menor custo e menor emissão, enquanto a indústria reduz sua pegada de carbono e cria novas fontes de receita. O GT parte de casos reais já em operação (ArcelorMittal) para discutir o que impede a escala e como financiar a expansão desse modelo para cooperativas e pequenos produtores.

GT4 — Integração Caatinga-Carbono Azul: Mercado, MRV e Integridade
Trilha: Biomas como Infraestrutura Climática

Caatinga e manguezal são biomas diferentes, mas têm algo em comum: precisam ser reconhecidos internacionalmente como infraestrutura climática de valor mensurável. Este GT produz o capítulo do relatório "Biomas do Brasil como Infraestrutura Climática", integrando os dois ecossistemas, com dados científicos, saberes tradicionais e metodologia adequada à diplomacia climática na COP31.

13 jul RN Abertura da conferência e lançamento dos Grupos de Trabalho · Natal
16 jul PB Lançamento dos Grupos de Trabalho · Campina Grande
27–28 out ES Encerramento nacional · UFES · Vitória → ver programação

Três territórios, uma agenda: finanças climáticas para os biomas que o Brasil não pode perder.

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Como a CNSB Funciona

01 / 07
Curadoria

A Metodologia Bola de Neve

A curadoria da CNSB é liderada pela Kick e orientada por uma metodologia que parte da premissa de que ninguém sabe tudo, mas muita gente sabe muito. Por isso, a construção dos temas e a seleção dos especialistas convidados seguem a lógica da bola de neve.

Um especialista indica outro, que indica outro, que indica outro. A cada rodada, os temas se refinam, as lacunas aparecem e os nomes que realmente conhecem aquele assunto emergem pela reputação entre pares, não pela visibilidade de mercado.

02 / 07
Edição 2025 em Números

CNSB em Números

1.500+
especialistas ouvidos no processo de curadoria
300+
participantes ativos como painelistas, integrantes de GTs ou na Jornada Científica
2.400+
pessoas no público presencial
03 / 07
Diversidade do Saber

Saber Orgânico

Esse universo inclui pesquisadores, lideranças comunitárias, gestores públicos, financiadores e povos tradicionais. A CNSB parte do entendimento de que o conhecimento não nasce apenas nas universidades. Nasce também no território, na oralidade, na experiência de quem vive o problema.

"O saber orgânico: o conhecimento que vem da terra, da escuta e da memória dos que habitam e sustentam os ecossistemas que a ciência estuda." — Nêgo Bispo, pensador quilombola
04 / 07
Produção de Conhecimento

Gravado, Transcrito e Sistematizado

Todo o conteúdo produzido durante a conferência — os painéis, os grupos de trabalho e a jornada científica — é gravado, transcrito e sistematizado.

O objetivo é transformar informação qualificada em dados acessíveis, ao registrar o que especialistas e comunidades têm a dizer e colocá-lo em formatos que mais gente possa usar.

05 / 07
Pesquisa

Jornada Científica

A Jornada Científica é a porta de entrada para a pesquisa na conferência. Realizada em parceria com o PPGES e a UFES, recebe submissões de artigos que passam por avaliação especializada.

Os trabalhos selecionados são apresentados durante o evento e os melhores compõem, juntamente com as sínteses dos Grupos de Trabalho, um livro publicado em parceria com a UFES e o IJSN.

06 / 07
Produtos

Entregas da CNSB

  • Relatório Técnico Integradocom as sínteses de todos os debates.
  • Pipelines técnicoselaborados pelos Grupos de Trabalho.
  • Livro com artigos selecionadosda Jornada Científica, em copublicação com a UFES e o IJSN.
07 / 07
Representatividade

Quem Fala na CNSB

A CNSB trabalha com metas de representatividade que fazem parte da curadoria desde o início: no mínimo 50% de mulheres com voz nos palcos e 40% de diversidade. Todos os participantes são técnicos com contribuição real para o tema.

A CNSB não trabalha com influenciadores nem com formatos de entretenimento. A participação não é remunerada. A verba de mobilização destina-se à ajuda de custo de lideranças indígenas, quilombolas e comunitárias para que participem com voz ativa nos debates.

Três Etapas, Uma Agenda

Em 2026, a conferência acontece em três etapas nacionais, cada uma com território e tema próprios, complementares entre si.

⬤ Etapa 1
Espírito Santo
Vitória · UFES
25 de junho 2026

Início dos Grupos de Trabalho. Financiamento climático, biomas costeiros e transição industrial.

⬤ Etapa 2
Rio Grande do Norte
Natal
13 de julho 2026

Abertura da conferência com lançamento dos GTs da etapa. Preparatória para a UNCCD COP17: desertificação — transição energética, mineração e agroecologia.

⬤ Etapa 3
Paraíba
Campina Grande
16 de julho 2026

Lançamento dos GTs do estado. Caatinga, cidades resilientes, justiça climática e turismo.

⬤ Encerramento Nacional
Espírito Santo
Vitória · UFES
27–28 de outubro 2026

Palestra, painéis técnicos e apresentação pública dos Grupos de Trabalho e dos artigos selecionados da Jornada Científica.

Realizador

O Instituto Sustentabilidade Brasil (ISB) promove e implementa iniciativas voltadas para a sustentabilidade e a redução das desigualdades no Brasil. Através de parcerias estratégicas com organizações públicas, privadas e do terceiro setor, constrói uma rede de colaboração intersetorial para fomentar soluções inovadoras.

Apoio
ABRAPS — Associação Brasileira dos Profissionais pelo Desenvolvimento Sustentável
PPGES-UFES — Programa de Pós-graduação em Engenharia e Desenvolvimento Sustentável